Com o tema “Meu Lugar no Mundo”, 3ª edição do Flipetrópolis acontece de 12 a 15 de novembro, no Palácio de Cristal, celebra os 100 anos de Milton Santos, os 130 anos de Guignard e os 80 anos de Conceição Evaristo

O Flipetrópolis – Festival Literário Internacional de Petrópolis realiza sua 3ª edição de 12 a 15 de novembro de 2026, no Palácio de Cristal, tendo como patronos o geógrafo Milton Santos (1926–2001) e o artista plástico Alberto da Veiga Guignard (1896–1962). A escritora Conceição Evaristo, que completa 80 anos em 2026, será a Autora Homenageada. Gratuito e aberto ao público, o Festival terá como tema “Meu Lugar no Mundo”.

O 3º Flipetrópolis tem o patrocínio da GE Aerospace e Zweiss, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e o apoio da Unifase e Prefeitura de Petrópolis. A edição reforça ainda a participação da Academia Petropolitana de Letras, parceira na valorização dos escritores locais e regionais.

O momento central da edição acontecerá no sábado, 14 de novembro, com a entrega do Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano, uma das mais tradicionais distinções da vida intelectual e literária brasileira. A cerimônia volta a integrar a programação do Flipetrópolis, fortalecendo a parceria do Festival com a União Brasileira de Escritores (UBE) e trazendo para Petrópolis um prêmio que, desde 1962, reconhece alguns dos nomes mais importantes do pensamento e da cultura do país.

A Autora Homenageada, Conceição Evaristo, chega aos 80 anos como uma das vozes fundamentais da literatura brasileira contemporânea. Sua presença acrescenta ao tema “Meu Lugar no Mundo” questões de memória, identidade, ancestralidade, pertencimento e experiência, dimensões que atravessam sua obra e sua concepção de escrevivência.

A escolha dos dois patronos parte de duas importantes efemérides: os 100 anos de nascimento de Milton Santos e os 130 anos de nascimento de Guignard. Suas trajetórias oferecem diferentes maneiras de pensar uma mesma questão: o lugar que habitamos e a maneira como esse lugar participa da construção de nossa identidade, de nossa memória e de nossa visão de mundo.

Um dos mais importantes intelectuais brasileiros, Milton Santos transformou a maneira de compreender o território, a cidade, a globalização e as relações entre o local e o universal. Seu pensamento ajuda a perceber o lugar não apenas como um ponto no mapa, mas como espaço da experiência humana, das relações sociais, da cultura e das possibilidades de transformação.

Com Guignard, essa reflexão encontra uma ligação direta com Petrópolis. Nascido em Nova Friburgo, o artista chegou à Cidade Imperial com menos de três anos e ali viveu até os oito. Em Petrópolis frequentou sua primeira escola, conheceu as festas populares e os balões das noites de junho, conviveu com as montanhas, a vegetação e a névoa da Serra e enfrentou a perda precoce do pai. Experiências que permaneceram em sua memória e podem ser percebidas, transfiguradas, na pintura de sua maturidade.

O Festival terá novamente sua livraria, uma programação de lançamentos e autógrafos e o eixo de Gastronomia e Cervejarias, reunindo produtores locais e transformando o Palácio de Cristal e seu entorno em espaço de convivência, circulação e encontro.