
Por Laura Rossetti
Lívia Sant’Anna Vaz deu início à mesa de conversa “A Forma e as Formas da Poesia na Literatura Brasileira” evocando duas grandes poetas da literatura brasileira. Ela leu os poemas “A Formalística”, de Adélia Prado, e “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo. Lívia mediou o bate-papo entre os escritores Geraldo Carneiro e Gustavo Grandinetti, que abordou temas como o atual cenário da poesia brasileira, justiça e música. A mesa ocorreu às 18h deste sábado, 29/11, no 2.º Flipetrópolis.
Para Geraldo Carneiro, a poesia brasileira contemporânea, sobretudo no Brasil, vive um momento maravilhoso, que ele chama de “crise de hegemonia”. “Esse é um conceito da filosofia política, mas eu acho que merece ser contrabandeado para o mundo da poesia”, brincou, explicando que hoje não há uma única forma de se fazer poesia, e isso é um privilégio do nosso tempo. “Havia um cânone, e esse cânone tinha que ser infinitamente repetido, então você ficava refém de uma forma só”, disse. O autor citou como exemplo a hegemonia da poesia modernista, no início do século XX, seguida pela poesia concreta, na década de 1950. “Hoje, a gente tem um momento que, de certa maneira, encarna todas essas tendências, sem abdicar de nenhuma delas”, afirmou.
Gustavo Grandinetti lançou em 2024 a biografia do poeta gaúcho Mario Quintana, “O passarinho do contra”, obra que foi semifinalista do Prêmio Jabuti. Escritor e desembargador aposentado, ele foi perguntado por Lívia, que é jurista, sobre de que forma a literatura alimenta o sonho de uma justiça plena no Brasil. “A justiça não é algo dado. Ela precisa ser construída todo dia, portanto ela precisa ser sonhada todo dia”.
Integrante da Academia Brasileira de Letras desde 2016, Geraldo Carneiro contou que sua paixão inicial era a música. “Comecei a escrever por incitação de amigos, professores e companheiros”, disse, acrescentando que ele foi, aos poucos, se enveredando pelo caminho da escrita ao criar letras de composições. Hoje, Geraldo é autor de mais de 60 composições, além de livros como “Balada do impostor” e “Folias de aprendiz”, roteiros e peças de teatro. A conversa completa já está disponível no canal do YouTube do Flipetrópolis.
Sobre o 2.º Flipetrópolis
A 2ª edição do Flipetrópolis acontece de 27 a 30 de novembro, quinta-feira a domingo, no Palácio de Cristal, e tem como tema “Literatura, Encruzilhada e Arte”. O evento apresenta mesas de bate-papo com escritores, lançamentos de livros, prêmio de redação e desenho, oficinas, e atividades educativas para as crianças. O Autor Homenageado é o Antônio Torres, romancista consagrado e membro da Academia Petropolitana de Letras e da Academia Brasileira de Letras. Outro destaque desta edição é a entrega oficial do Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano à vencedora de 2025, a escritora Sueli Carneiro.
Realizado graças à Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, o 2.º Flipetrópolis tem o Patrocínio Máster da GE Aerospace e o apoio da Zeiss, da Caixa, da Academia Petropolitana de Letras, do Ipeafro e da Prefeitura de Petrópolis. Parceria de Mídia: Amado Mundo. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis, com Libras, audiodescrição e transmissão on-line via Youtube @flipetropolis.
Serviço
2.º Festival Literário Internacional de Petrópolis – Flipetrópolis
De 27 a 30 de novembro de 2025, quinta-feira a domingo
Local: programação presencial no Palácio de Cristal e programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @flipetropolis
Entrada gratuita
Informações para a imprensa:
Jozane Faleiro – 31 992046367
Laura Rossetti – 31 99277-3238
Letícia Finamore – 31 98252-2002