
O Flipetrópolis – Festival Literário Internacional de Petrópolis realiza sua 3ª edição entre 11 a 15 de novembro de 2026, no Palácio de Cristal, consolidando um modelo de festival que integra literatura, educação, artes, inovação e economia criativa em uma mesma arquitetura cultural. Gratuito e aberto ao público, o evento reafirma sua vocação de encontro direto entre autores e público, com programação plural e forte impacto formativo na cidade.
Com o tema “Meu Lugar no Mundo” (*), o Flipetrópolis organiza sua programação em Territórios de pensamento e Trilhas de sentido, aprofundando a experiência do público e estruturando debates, oficinas e ações educativas em percursos que dialogam com as grandes questões contemporâneas. Nesse redesenho, inovação e tecnologia entram como dimensão transversal, como campo de reflexão sobre linguagem, circulação de ideias, formação de leitores, novas formas de criação e os desafios éticos do nosso tempo — da cultura digital à inteligência artificial, do futuro do livro às novas mediações entre autor e público. Essa nova fase mantém o compromisso do festival com diversidade, representatividade e acesso amplo, equilibrando vozes, gerações e perspectivas.
A edição de 2026 homenageia Alberto da Veiga Guignard, que completa 130 anos de nascimento e viveu na cidade até 8 anos. A homenagem reposiciona a ideia de “lugar” a partir da arte: Guignard não pintou apenas paisagens — inventou uma forma brasileira de olhar, transformando montanhas, céu e cidade em linguagem sensível. A presença de Guignard no eixo central do festival reafirma que território não é apenas geografia: é pertencimento, memória, imaginação e modo de ver o mundo.
Entre os destaques que retornam e se ampliam, o festival realiza novamente a Exposição/Mostra de Arte no Palácio de Cristal — desta vez, concebida como uma grande exposição dedicada a Guignard, articulando sua obra, sua influência e seu legado para a cultura brasileira, em diálogo com o público do festival e com a identidade visual e simbólica de Petrópolis.
O Flipetrópolis reforça ainda a participação ativa da Academia Petropolitana de Letras, parceira estratégica na curadoria e na valorização dos autores locais e regionais. A presença da Academia estrutura um núcleo de pertencimento e memória literária, garantindo visibilidade à produção da cidade, estimulando encontros intergeracionais e fortalecendo a identidade cultural petropolitana.
Como parte da experiência do festival, a programação inclui novamente um eixo de Gastronomia e Cervejarias, ativando o Palácio de Cristal e seu entorno como espaço de convivência: sabores da cidade, produtores locais, cervejarias artesanais, encontros informais e circulação constante de público — um modo de integrar cultura e vida urbana, literatura e sociabilidade.
O festival mantém também dispositivos que já se tornaram marca do Flipetrópolis, como a livraria do evento, com vendas presenciais, e uma agenda robusta de lançamentos de livros e sessões de autógrafos, reforçando o vínculo entre leitores, autores e o mercado editorial, e ampliando o impacto do festival para além das mesas e debates.
Na sua 3ª edição, o Flipetrópolis consolida-se como um festival em que a literatura não é apenas assunto: é método de encontro, ferramenta de formação e experiência coletiva — agora expandida por inovação e tecnologia como temas de reflexão e por Guignard como inspiração estética para pensar o território como lugar vivido e imaginado.
(*) As letras do tema do Flipetrópolis, “Meu Lugar no Mundo” são capitulares desenhadas pelo próprio Guignard para abrir os capítulos do livro “Viagem à Diamantina”, de Lúcia Machado de Almeida, em 1956. O Festival fez um “Abecedário de Guignard”.
