Em nome do Flipetrópolis, manifestamos nosso profundo pesar pela partida de Leonardo Fróes, poeta, tradutor e jornalista cuja presença marcou de modo singular a vida literária e afetiva de Petrópolis. Ele será homenageado na abertura, nas palavras do presidente da Academia Petropolitana de Letras, Marcelo Fernandes.

O festival ainda está apenas em sua segunda edição, mas já nutríamos o desejo de tê-lo, no próximo ano, como autor homenageado. Agora no resta a promessa de fazê-lo Patrono da terceira edição.

Morador antigo do distrito de Secretário, ele fez da serra não apenas um endereço, e sim um território de criação. Sua obra nasceu entre árvores, trilhas, hortas, manhãs silenciosas e o diálogo constante com a natureza — uma relação tão profunda que moldou sua poética e contribuiu para definir um modo de estar no mundo que Petrópolis reconhece como parte de sua identidade cultural.

Fróes ofereceu à cidade e ao país uma literatura sutil, exigente e sensível, que unia contemplação e pensamento, campo e reflexão, simplicidade e profundidade. Como tradutor, ampliou horizontes, trazendo autores essenciais para o nosso idioma. Como jornalista ambiental, antecipou discussões que hoje se tornaram urgentes. Como poeta, deixou um conjunto de livros cuja ressonância segue iluminando novas gerações.

O Flipetrópolis se solidariza com a família, os amigos, os leitores e todos que reconhecem em Leonardo Fróes uma presença indispensável na literatura brasileira e na história cultural de Petrópolis.

Agora, ele pertence ao eterno. Sua obra é testemunho disso.

Afonso Borges

Presidente do Flipetrópolis

 

Foto: Divulgação Editora 34