
A historiadora Mary Del Priore participou, às 20h de quinta-feira, 27 de novembro, de uma mesa no Flipetrópolis em formato de entrevista conduzida pela jornalista Carolina Freitas. O encontro, realizado no primeiro dia da segunda edição do evento, teve como ponto de partida o livro “Uma história da velhice no Brasil” e reuniu diversos públicos para discutir como o Brasil foi construindo, ao longo dos séculos, suas imagens, ideias e sentimentos perante a velhice.
Carolina Freitas conduziu a entrevista com uma gratidão nítida pela oportunidade de estar diante de Mary, com uma admiração tamanha que requis muito estudo e confiança – e que Carolina teve. Um dos pontos da conversa foi a crítica ao uso de termos que tentam suavizar a velhice. Para a historiadora, expressões como “melhor idade” ou “feliz idade” disfarçam as contradições próprias dessa etapa da vida. Ela defendeu a legitimidade da palavra “velho”, que, segundo ela, não deve ser tratada como um insulto, mas como parte da trajetória humana.
Mary aproveitou o momento para demonstrar seu apreço pela cidade de Petrópolis, principalmente pelos museus do município. Segundo a escritora, grande parte de sua pesquisa foi possibilitada pelo acervo do Museu Imperial – que rendeu, inclusive, três prêmios Jabuti, menciona com orgulho. Em seu agradecimento, também afirmou ser patriota: “um patriota ama seu país, e o nacionalista odeia o outro”.
Durante a conversa, Mary apresentou os principais achados da pesquisa que sustenta a obra, construída a partir de documentos históricos que vão do período colonial aos dias atuais. Segundo a historiadora, a forma como uma sociedade enxerga seus velhos revela os valores e estruturas de diferentes gerações. A entrevista – que teve mais atmosfera enquanto conversa – também passou por momentos históricos que, segundo a autora, marcaram rupturas na relação entre jovens e velhos no Brasil. O primeiro foi nos anos 1920, com o modernismo e a regulamentação da Previdência Social. O segundo ocorreu nas décadas de 1960 e 1970, com a revolução sexual e a politização da juventude, quando surgiram estigmas que associavam o envelhecimento ao conservadorismo e ao atraso.
Sobre o 2.º Flipetrópolis
A 2ª edição do Flipetrópolis acontece de 27 a 30 de novembro, quinta-feira a domingo, no Palácio de Cristal, e tem como tema “Literatura, Encruzilhada e Arte”. O evento apresenta mesas de bate-papo com escritores, lançamentos de livros, prêmio de redação e desenho, oficinas e atividades educativas para as crianças. O Autor Homenageado é o Antônio Torres, romancista consagrado e membro da Academia Petropolitana de Letras e da Academia Brasileira de Letras. Outro destaque desta edição é a entrega oficial do Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano à vencedora de 2025, a escritora Sueli Carneiro.
Realizado graças à Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, o 2.º Flipetrópolis tem o Patrocínio Máster da GE Aerospace e o apoio da Zeiss, da Caixa, da Academia Petropolitana de Letras, do Ipeafro e da Prefeitura de Petrópolis. Parceria de Mídia: Amado Mundo. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis, com Libras, audiodescrição e transmissão on-line via Youtube @flipetropolis.
Serviço
2.º Festival Literário Internacional de Petrópolis – Flipetrópolis
De 27 a 30 de novembro de 2025, quinta-feira a domingo
Local: programação presencial no Palácio de Cristal e programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @flipetropolis
Entrada gratuita
Informações para a imprensa:
imprensa@flipetropolis.com.br
Jozane Faleiro – 31 992046367
Laura Rossetti – 31 99277-3238
Letícia Finamore – 31 98252-2002